Recadinho Aqui. beauty is in the words

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Nome: Elaine Profissão: Professora de Inglês/Português Cidade: São Paulo

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    A FELICIDADE
     
    Autoria - Silvana Duboc
     
    22/03/2007
     
     
    A felicidade pode ser pequena,
    caber dentro de uma ilusão serena,
    se encaixar entre sonhos concretos
    e desejos simples e secretos.
    A felicidade não precisa ser alardeada,
    exibida e demonstrada.
    Ela pode ser discreta
    e guardada como um tesouro.
    Ela deve ser repleta
    de sentimentos duradouros.
    A felicidade é um pedacinho de chão
    seguro e, mesmo assim, com corrimão.
    Felicidade é um meio de transporte
    que pode nos levar ao sul e ao norte,
    à lua e às estrelas mais brilhantes.
    Felicidade deve ser como um berrante
    que, diferente de todos, ecoa silencioso.
    Felicidade é um instante tão gostoso
    que se instala em nossa vida
    e, se parte, não deixa nenhuma ferida
    apenas, boas lembranças 
     que nunca serão esquecidas.
    A felicidade é como uma criança
    inquieta, agitada, inocente e amada.
    Ser feliz, de certa forma, é uma opção,
    é uma escolha de cada coração.


    Postado por Laine às 13h34
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    Era uma vez uma cobra


    que perseguia um vaga-lume


    que nada mais fazia


    do que simplesmente bRiLhAr.


    Ele fugia rápido


    com medo da feroz predadora


    e a cobra nem pensava em desistir.


    Fugiu um dia, dois dias,


    mais outro e nada.


    No terceiro dia,


    já sem forças,


    o vaga-lume parou e disse à cobra:


    - Posso fazer três perguntas?


    - Pode. Não costumo abrir esse precedente para ninguém,


    mas já que vou te devorar,

    pode perguntar.


    - Pertenço a sua cadeia alimentar?

    - Não.


    - Te fiz alguma coisa?


    - Não.


    - Então por que você quer me comer?


    - PORQUE NÃO SUPORTO VER VOCÊ BRILHAR....."

    PENSE NISSO E SELECIONE AS PESSOAS EM QUEM CONFIAR!


    ESTAMOS DIARIAMENTE TROPEÇANDO EM COBRAS...

    SeJa UmA pEsSoA dE VaLoR !!!!!



    Postado por Laine às 13h27
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    UMA LIÇAO DE VIDA P NOS,




    Tardi, Dotô.-Boa tarde. Sente-se.-Careci não. Ficu di pé, memo.- Sente-se
    para eu poder examinar.- O Dotô é quem manda.- Mas fale-me. O que está
    acontecendo? - Ai, Dotô! Mi dá umas dor di veiz in quandu.- Que dor?-
    Aqui, óia. Nu estromagu. Beeem lá nu fundinhu.- Forte?- As veiz. Trasveiz
    é anssim ó, di mansinhu.- E o que você faz?- Tem veiz que eu cantu.
    Trasveiz eu vô pra cunzinha fazê um bolu. - Tem outra dor?- Tenhu, sim,
    Dotô. Aqui, ó. Pertu dus óio.- E essa é forte?- Também é forte não. Quandu
    ela dá eu cunversu cas vizinhas i passa.- Outra?- Tenho sim senhô. Aqui.
    Anssim, nu meio das custela, pareci nu coração. Dá uns apertu aqui, ó.- E
    você faz o que?- Tem veiz qui eu choru. Trasveiz eu ficu anssim, muitu da
    queta pra vê sipassa.- E passa?- As veiz. Trasveiz eu vô pra pracinha. Lá
    eu sentu num bancu vê as criança brincá prá esperá passá.- Você mora com
    alguém?- Moru não, Dotô. Sô sunzinha nessi mundão di Deus.- Não tem
    família?- Aqui tenhu não. Minha famia é todinha du interiô du sertão,
    pertinhu deUrandi, lá quasi im Minas. I vim sunzinha pra Sum Paulu tentá a
    vida. - E você faz o que?- Óia, Dotô. Eu já fiz um cadinhu di tudu nessa
    vida. Já trabaiei numafirma di limpeza, já cuidei di criança. Já trabaiei
    numa casa di genti rica. Agora eu trabaio cuma mocinha qui mais viaja qui
    fica im casa. Ela avua num aviãodi dia i di noiti. Aí eu ficu sunzinha.-
    Você mora com ela?- Moru sim, Dotô. Ela dexa eu drumi num quartinhu lá nus
    fundu da casa. - Sabe cozinhar?- Oxa si não! Cunzinhu muitu du bem! Coisa
    mais simpres anssim i coisa maisdi genti chiqui.- Gosta de crianças?- Ô,
    seu Dotô. É as criaturinha mais anjinha qui Deus botô nu mundu!- Qual o
    seu nome mesmo? - Óia, Dotô. Eu num gostu muitu, mas a modi agrada a
    santa, minha mainhabotô Crara.- Dona Clara. Eu sei o que a senhora tem.-
    Comu anssim, si o Dotô nem incostô im mim?- O que a senhora tem Dona
    Clara, chama-se solidão e é a causadora de toda essa tristeza.- I issu
    mata, Dotô?- Ás vezes, sim. Mas, no seu caso bastam amigos, alguns
    remédios e um poucode carinho. Dona Clara. Vai parecer estranho e nem eu
    mesmo entendo porqueestou fazendo isso, mas minha esposa está grávida e
    nosso segundo filho é para o mês que vem. Já temos uma menina. E até hoje
    é minha esposa quecuida de tudo. Porém, com o bebê pequeno precisamos de
    alguém que cuide da casa.Que tal ficar conosco?- Oxa si não! Óia, Dotô.
    Nunca fizeram issu pur mim não. Vixe! Vai sê coisa muitu da boa ficá cum
    oceis. I careci di morá lá, Dotô?- Sim. Temos um quarto vago, no
    apartamento. Podemos tentar por uns meses.O que acha?- Dotô. É anssim como
    tê famia, né?- Quase.- Dotô. Eu num vô mais sê sunzinha. Vixe! Deus lhi
    pague, Dotô, a modi qui carinhu anssim, nem mainha mi dava.- Vamos testar.
    Combinado?- Cumbinadu. Dotô. Careci di eu fazê uma pregunta. Eu num vô
    mais sentiessas dor?- Vamos combinar uma coisa? O dia que sentir essa dor
    você me procura. - Prá modi du senhô mi inxaminá?- Não. Prá modi nóis
    trocá dois dedinhu di prosa.

    Sandra Pontes

    Postado por Laine às 13h26
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